Prostitutas procuram clientes no Facebook

Faça uma busca por profissionais do sexo no Twitter, para a região de Nova Iorque, e você irá descobrir rapidamente que 83% das prostitutas da região estão no Facebook, o que, de acordo com a revista Time, lhes garante 25% de sua clientela mais fiel.

Facebook chick.

Mesmo com mais tecnologia agregada a sua atividade as prostitutas continuam sendo abusadas e agredidas. Foto: busca no google por "Facebook chick", em inglês, garota do Facebook.

Há 5 anos o Facebook sequer estava nos planos de negócios das profissionais do sexo, esta mudança sugere que as prostitutas de rua estão saindo das calçadas e indo para frente do seus PCs, e assim dando ares de respeitabilidade para seu negócio milenar, de acordo com o etnógrafo da Universidade de Columbia, Sudhir Venkatesh.

O estudo de Venkatesh sobre a prostituição começou em 1999, justamente quando o então prefeito de Nova Iorque, Rudy Giuliani, estava no meio de sua campanha pela “qualidade de vida”, o que tornaria a cidade mais palatável para famílias de classe média. Giuliani tirou os mendigos das ruas e muitas das prostitutas que andavam pelas calçadas, especialmente em locais turísticos como a Time Square e a Bowery.

“O mercado precisava de práticas com mais valor agregado”, argumenta Venkatesh. “No passado os homens procuravam um aventura secreta, agora procuram por uma amante, quase como uma experiência com uma namorada”, e eles estão dispostos a pagar alto por isso, escreve o pesquisador.

Venkatesh pesquisou 290 prostitutas, 170 delas tinham uma renda superior a 30 mil dólares por ano. Elas se colocam em uma situação um pouco melhor do que a tradicional prostituta de rua. As profissionais do sexo da era digital tem mais dinheiro e informação sobre como e onde trabalhar, quanto cobrar e o quanto a indústria do sexo mudou nos últimos 10 a 20 anos.

Entre os dados mais curiosos da pesquisa está a variação de preço conforme o bairro da cidade. Como no mercado imobiliário, a localização é um forte determinante do valor. Os Ricardões das imediações de Wall Street e Tribeca pagam mais. A aparência também importa. As prostitutas revelaram a Venkatesh que ter um blackberry aumenta muito os ganhos profissionais, que garotas de programa que usam o aparelho tem a imagem de mais saudáveis e livres de drogas.

O aumento do uso do Facebook como plataforma de marketing, mesmo sendo bem óbvio, ainda surpreende. Em 2003 a preferência das prostitutas não era o Facebook, mas sim o Craigslist  (site de classificados californiano), por este método elas conseguiam 9% de seus clientes mais regulares. Com o fim da seção adulta do Craigslist em 2010 (por causa do assassinado de Julissa Brisman, uma mulher que anunciava seu serviço de “massagens” no site) a migração para o Facebook acelerou.

Venkatesh afirma que mesmo antes do fechamento da seção adulta do Craigslist já havia sinais de migração para o Facebook. As prostitutas pesquisadas preferem as redes sociais para procurar clientes do que frequentarem bares de striptease, clubes de empresários, hotéis e agências de acompanhantes.

Source: http://healthland.time.com

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Sobre Luciano Medina Martins

Journalist, blogger, activist against the abuses of states that violate citizens' rights. I don't write about one only topic, I like to interact with many different issues. No fake news here.
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2 respostas a Prostitutas procuram clientes no Facebook

  1. Cade elas ???? Tem alguma de santa cruiz do rio pardo -sp?????

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