OPINIÃO

O fim dos tempos

Extinção em massa de espécies vivas, terremotos e tsunami, contaminação radioativa da atmosfera, derramamentos de petróleo, mudança do comportamento de espécies vegetais da floresta tropical, baixo rendimento de algas purificadoras dos oceanos, redução da produção de oxigênio livre, variações nos centros magnéticos da terra, guerras e revoluções banhadas a sangue de milhares de pessoas. As últimas semanas nos deram uma amostra de “sinais” que qualquer profeta aficionado em catástrofes divulgaria com o maior prazer.

Será que estamos realmente vendo o “fim dos tempos”? Por muitos séculos a religiões viveram de aterrorizar seus seguidores com a idéia de um grande fim apocalíptico. Por certo as tragédias não são uma novidade na história humana e na história do planeta terra. Na idade média algumas pessoas dedicaram a vida toda a olhar para o horizonte a espera do julgamento final, que dizem, ainda não aconteceu.

Livros sobre como a humanidade vai “terminar” já venderam centenas de milhares de cópias. O término da raça humana sempre mexeu com a criatividade dos profetas que especulam sobre o fim trágico das civilizações. Arcas de Noé, pedras que caem do céu, visitas de extraterrestres, pragas, epidemias, inundações, grandes ondas e fogo avassalador são parte de muitos mitos que chamam a atenção de todas as gerações. Será que agora realmente estamos perto do fim?

O planeta já superou os sete bilhões de habitantes, e a única certeza é de que se todos estes novos terráqueos tiveram os hábitos consumistas que consagraram o capitalismo contemporâneo, no mínimo, vai ser difícil administrar todo o lixo gerado e fornecer energia para todos estes ares condicionados, refrigeradores e carros novos dos novos consumidores.

A grande catástrofe não é o terremoto e o tsunami, mas sim o lixo produzido pela nossa economia, que estes cataclismos simplesmente espalham no meio ambiente já degradado. O apocalipse de nossa era é a mania cega de achar que o lixo e a energia usadas por cada um não são problema de ninguém, que a culpa pela contaminação ambiental é dos governos e das grandes empresas, e de qualquer um, menos do estilo de vida de cada um. Haja tapete para esconder tanta sujeira.

Luciano Medina Martins

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Sobre Luciano Medina Martins

Journalist, blogger, activist against the abuses of states that violate citizens' rights. I don't write about one only topic, I like to interact with many different issues. No fake news here.
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