Vou no popular: a casa caiu

Quando os economistas e jornalistas de economia alertam para o fato de que o Governo Federal ruma em direção à completa insolvência econômica, em que a dívida pública se iguala ao PIB e que os fundos de pensão estão comprometidos por serem os maiores detentores dos títulos desta dívida, as pessoas retrucam dizendo, isto é “economês”, ninguém entende o que está sendo dito. Então vou fazer uma tentativa de traduzir o que significa isso.
Faz de conta que sua casa é o Governo Federal e você é o Presidente desse governo. Imagine que as dívidas em sua casa com descontos diretos no seu contracheque e cartões de crédito comprometem todo o seu salário (Dívida Federal), que você não tem dinheiro para comer. Aquela sua poupancinha (Fundos de Pensão) para velhice você gastou para tentar pagar os juros das suas dívidas, mas não adiantou muito, o Serasa (FMI) cortou seu crédito e o padeiro da esquina (investidores internacionai) não lhe faz mais fiado, por que você deve muito e só andava comprando cachaça (propina a empreiteiros). Para tentar sobreviver você, ano passado, vendeu sua casa (Petrobrás) e se mudou para um terreno invadido (loteamento dos ministérios). Sua sogra (o Real) e sua mãe (crédito ao consumidor) morreram na fila do SUS esperando tratamento. Sua família (PMDB e PT) foi embora por não aguentar mais suas loucuras (volta da inflação). Como você chegou a este ponto? Gastando tudo com traficantes (turma do Lula e Dirceu) de drogas (campanhas políticas milionárias).

Abaixo o texto da Folha de São Paulo publicado ontem (25/01) com o título:
Dívida pública federal sobe 21,7% e fecha o ano em R$ 2,8 trilhões

A dívida pública federal avançou 21,7% no ano passado, totalizando R$ 2,8 trilhões. Foram R$ 498 bilhões a mais em comparação ao estoque de 2014.

Esse é o resultado da política do Tesouro Nacional de venda de títulos no mercado para financiar os déficits no Orçamento e tentar melhorar o perfil da dívida, ao reduzir custos e esticar o prazo desses papéis.

Do total da dívida, R$367,7 bilhões foram referentes ao pagamento de juros, o maior valor já registrado. Em 2014, foram gastos R$ 243,3 bilhões com abatimento de juros.

As emissões de títulos da dívida superaram em R$ 42,8 bilhões os resgates no ano passado. Desse total, mais da metade – R$ 28,40 bilhões – foi em títulos com remuneração prefixada.

Com o aumento da taxa Selic em 2,5 pontos percentuais ao longo do ano passado e a disparada do dólar, o custo médio da dívida subiu ao maior patamar desde o fim de 2008, para 16,07%.

2016
Para este ano, o Tesouro trabalha com a perspectiva de uma dívida entre de R$ 3,1 trilhões e R$ 3,3 trilhões, de acordo com o PAF (Plano Anual de Financiamento).

A dívida federal vai demandar R$ 589,7 bilhões em financiamento no mercado. Segundo o secretário do Tesouro, Otavio Ladeira de Medeiros, há caixa para atender às necessidades do ano e não há necessidade de emissão adicional de títulos.

“Entramos no ano com caixa suficiente para pagamento de totalidade da dívida. Não há necessidade de emissão adicional.”

PERFIL
Dos detentores da dívida pública, os fundos de pensão tiveram o maior crescimento em participação, que subiu de 17,1% para 21,4%. São, agora, o segundo maior detentor da dívida pública, desbancando os fundos de investimento.

As instituições financeiras continuam como os maiores detentores de títulos públicos, mas sua participação caiu de 29,8% para 25%.

O prazo médio dos papéis emitidos pelo Tesouro chegou a seu melhor patamar, de 4,6 anos. Em 2014, esse prazo era de 4,4 anos.

MENSAGEM
Como é de costume, a divulgação do resultado da dívida pública e do PAF veio com mensagem do ministro da Fazenda. Na nota, Nelson Barbosa afirma que 2015 foi “singular” para a economia brasileira, pelas “circunstâncias desafiadoras”, com inflação acima do desejado e “debate político polarizado”.

“O debate político polarizado prejudicou as expectativas dos agentes econômicos, contribuindo para a redução do nível de atividade. Tal conjuntura levou à queda da arrecadação tributária e, por consequência, a um déficit primário para o setor público.”

Para os próximos anos, Barbosa defende a desvinculação de receitas da União, a reforma da Previdência, a reforma tributária e a “compatibilização dos programas e incentivos com a situação fiscal atual”.

“O futuro próximo ainda guarda grandes desafios. Por outro lado, o Brasil passa por um momento que permite promover as transformações necessárias. Para isso, é preciso que o governo construa um consenso político em torno das mudanças que precisam ser feitas, a fim de garantir o equilíbrio das contas do governo e a sustentabilidade da dívida pública e trazer de volta as condições para o crescimento sustentável”, diz.

Por Luciano Medina Martins

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Foto: Luciano Medina Martins

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Sobre Luciano Medina Martins

Journalist, blogger, activist against the abuses of states that violate citizens' rights. I don't write about one only topic, I like to interact with many different issues. No fake news here.
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