Larvicida não é venenoso para pessoas, afirma especialista

Será possível que um dos inseticidas mais populares do mundo para uso doméstico, o piriproxifeno, que é recomendado pela Organização Mundial da Saúde pudesse estar associado ao desenvolvimento de lesões em fetos? Para o Dr. Tirumalai Kamala isto não é possível. Seria mais uma cortina de fumaça escondendo a verdadeira causa da explosão no diagnóstico de casos de contágios por Zika virus que chamou atenção do mundo quando estes casos se associam a lesões em fetos e ao nascimento de crianças com microcefalia?

Abaixo seguem trechos da reportagem publicada pelo site de notícias inquisitr.com, que tem mais de 40 milhões de leitores.

Um novo relatório emitido por um grupo de médicos parte da Rede Universitária para o Meio Ambiente e Saúde, que praticam medicina em pequenos vilarejos no interior do Brasil onde há água tratada com o inseticida piriproxifeno, sugere que o aumento nos casos microcefalia na região podem ser causados ​​por agentes químicos, em vez do vírus Zika transmitido por mosquitos.

Este ponto de vista foi contestado por Tirumalai Kamala, imunologista com um Ph.D. em micobacteriologia. O cientista observou que dois relatórios recentes feitos por grupos independentes que demonstram “evidência clara e convincente de Zika na placenta e cérebros de fetos de abortos e de crianças nascidas com microcefalia para mães com diagnóstico de Zika em seu primeiro trimestre de gravidez. Mesmo assim, outras causas possíveis são discutíveis.”

Dr. Kamala relata que o piriproxifeno que tem sido usado extensivamente há muitos anos e é recomendada pela Organização Mundial de Saúde .

“É improvável que o piriproxifeno apresente um risco toxicológico ou residual agudo. Portanto é pouco provável apresentar um risco grave para os consumidores.”

O piriproxifeno é usado para o controle de insetos nas culturas de cítricos na África do Sul , Israel, Itália e Espanha, bem como para o controle de formigas na Califórnia.

Como um produto químico de uso tão difundido pode apresentar uma reação inédita? A questão de por que os casos de microcefalia não apareceram em áreas onde piriproxifeno tem sido usado por longos períodos, de acordo com Dr. Kamala. O cientista admite que “a dose pode ser um fator, ” se os cidadãos do Brasil receberam uma quantidade maior de piriproxifeno em seus corpos do que em outros lugares. No entanto, ela ainda pergunta por que casos de microcefalia não a apareceram, no Brasil, antes de dezembro de 2015, já que o piriproxifeno tem sido utilizado em áreas afetadas faz anos.

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Larvicida seria manobra comercial?

Os médicos brasileiros observaram que as áreas do nordeste do Brasil que tinham apresentado o maior número de casos de microcefalia coincidiam com áreas onde piriproxifeno é adicionado à água potável em um esforço para combater mosquitos que carrega o Zika.

A equipe com a Rede Universitária para o Meio Ambiente e Saúde também observou que os surtos de vírus Zika anteriormente ocorreram em outras áreas sem relatos de microcefalia. Os médicos também suspeitam que as autoridades responsáveis ​​pela aplicação da piriproxifeno, que é recomendado pela Organização Mundial de Saúde e produzido por uma subsidiária da Monsanto, Sumimoto Chemical, estão mais preocupados com orquestrar uma “manobra comercial” do que uma luta eficaz contra a propagação dos mosquitos que carregam o Zika virus.

Abaixo alguns dos mais populares inseticidas que contém piriproxifeno.

Fonte: http://www.inquisitr.com/2795367/pyriproxyfen-not-zika-virus-responsible-for-microcephaly-spike-probably-not-says-ph-d/#e1VdjdAsTfPevKEt.99

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Governo brasileiro estaria escondendo a verdade sobre a onda de Microcefalia

Segundo pesquisadores do Sydney Ayurveda Center, na Austrália, o governo brasileiro estaria escondendo a verdadeira causa da onda de microcefalia, que seria uma vacina para tétano, difteria e coqueluche aplicada nas mulheres grávidas em desacordo com as recomendações do fabricante e sem estudos adequados de aplicação da vacina em gestantes. A aplicação das vacinas dTpa e DTA é parte de uma campanha do Ministério  da Saúde e foi feita em caráter “obrigatório” nas gestantes. Seguem trechos do relatório publicado pelos pesquisadores na Austrália.

No final de 2014, o Ministério da Saúde do Brasil anunciou a introdução da vacina dTpa (tétano, difteria e coqueluche acelular) para todas as mulheres grávidas no país, como parte de seu programa de vacinação de rotina. O movimento teve como objetivo tentar conter o ressurgimento da coqueluche no Brasil. O problema é que a vacina não estava plenamente testada e aprovada para gestantes, conforme o próprio fabricante e autoridades sanitárias estrangeiras.

Em dezembro de 2015, o governo brasileiro entrou em alerta depois que foi registrado o nascimento de 2.400 bebês com cabeças encolhidas (microcefalia) e com danos aos cérebros.

As autoridades de saúde pública  não sabem de fato o que está causando o aumento dos casos de microcefalia em bebês nascidos no Brasil, mas estão teorizando que a grande incidência de microcefalia pode ser causada por um vírus conhecido como “Zika”, que é transmitida por mosquitos (Aedes aegypti) – da mesma forma como é o vírus do Nilo Ocidental.

A teoria é amplamente baseada no fato de que foi encontrado o vírus Zika em um bebê morto com microcefalia. O vírus também foi encontrado no líquido amniótico de duas mães cujos bebês tinham a doença.

Note-se que o Zika não é um novo vírus; está identificafo faz décadas. Nenhuma explicação foi dada a respeito de porque de repente ele poderia estar causando todos esses casos de microcefalia. Ninguém está fazendo seriamente a pergunta: “O que mudou?”

Não há teorização sobre a possibilidade de que os casos de microcefalia possam estar relacionados com a obrigatoriedade da vacina dTpa para todas as mulheres grávidas no Brasil iniciada há quase um ano. O governo tem “presumido”, sem provas científicas, que a causa é um vírus.

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Fatos destacados pelos pesquisadores da Sydney Ayurveda Centre:
 
  • A fabricante da vacina não teria testado a segurança e a eficácia da aplicação da vacina dTpa a mulheres grávidas antes das vacinas serem licenciada. Quase não há dados sobre as respostas biológicas inflamatórios desta vacina, que poderia afetar a gravidez e o feto.
  • De acordo com a Food and Drug Administration (FDA) os testes não foram feitos em seres humanos para demonstrar a segurança para as mulheres grávidas e não se sabe se as vacinas podem causar danos ao feto ou afetar a capacidade reprodutiva.
  • Os estudos de toxicidade e de fertilidade humana dos fabricantes da vacina dTpa são inadequadas e advertem que dTpa deve “ser dado a uma mulher grávida apenas se claramente necessário.”
  • Há substâncias na vacina que não foram totalmente avaliados para os efeitos adversos potenciais genotóxicos ou outros sobre o feto humano em desenvolvimento no útero que podem afetar  negativamente a saúde após o nascimento, incluindo adjuvantes de alumínio, conservantes contendo mercúrio (Thimerosal) e muitos mais bioativos e ingredientes potencialmente tóxicos.
  • Há sérios problemas com procedimentos de testes desatualizados para determinação da potência e toxicidade de vacinas contra coqueluche e alguns cientistas estão chananro a atenção para os limites a serem estabelecidos para o teor de toxina específica de vacinas contendo pertussis.
  • Não há estudos publicados sobre o mecanismo biológico que avaliem o estado de saúde antes da vacinação e depois ou que tenham  medido as mudanças no cérebro e função imunológica e integridade cromossômica após a vacinação das mulheres grávidas e seus bebês em desenvolvimento no útero.
  • Desde o licenciamento da vacina dTpa nos EUA, não houve nenhum estudo bem fundamentado comparando os resultados de saúde de grandes grupos de mulheres que recebem uma vacina contendo pertussis dTpa durante a gravidez quer separadamente ou em simultâneo em comparação com aqueles que não recebem o vacinas. Não há comparações de resultados de saúde do seus recém-nascidos acompanhando o primeiro ano de vida. Não foram conduzidas avaliações de segurança e de eficácia realizadas com  retrospectiva, comparando as mulheres vacinadas e as mulheres não vacinadas ou avaliações realizadas pelas empresas farmacêuticas e/ou as autoridades de saúde do governo brasileiro.
  • O FDA licenciou vacinas dTpa para ser administrada como dose única para indivíduos com mais de 10 ou 11 anos de idade. A recomendação do governo brasileiro de que os médicos dessem a todas as mulheres grávidas uma vacina dTpa durante a gravidez, independentemente de saber se uma mulher já recebeu uma dose da dTpa, trata-se de e uma utilização não indicada na bula  da vacina.
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From the cave spot to the snapshot

The Dutch researcher Christyntje Van Gallagher from the Wageningen University became worldwide shared by social media users because she stated that excessive production of selfies could be a symptom of sexual dissatisfaction. According to the researcher, the permanent self portraying is an attempt to relieve the sensation of loneliness, overcome the lack of affection and ultimately the lack of sexual activity.

It is a fact that on planet earth no other species, but the homo sapiens, has painted walls inside caves or represented reality in so many ways as painting, writing, photographing and filming. Symbolism has a fundamental role in the human pursuit of pleasure, self-definition and social interaction. On top of that the typical social isolation, easily found in large urban centers, is a social behavior determiner and a stimulant for the wish to constantly share digital pictures with the help of smartphone apps.

Billions of photos per minute take over vast areas of digital environments and torment the creativity of Microsoft’s engineers, who are already testing data processing centers operating in cold deep ocean waters, where it is less expensive to cool the circuits that support the applications on millions of smartphones.

All this amazing technology apparatus cannot yet prevent a huge amount of digital photos from running the risk of disappearing in a blackout of image’s memory. It is common sense that snapshots do not stand out for their longevity. In the late 90s many parents started to keep their babies’ pictures in gadgets and now can no longer find or open these image files that are simply lost in an old PC. In the opinion of Vincent Cerf, Google’s vice president, considered to be the “father of the Internet”, people should start printing pictures or facing seriously the risk that the first decades of this millennium turn out to be a digital “darkness age”. Snapshots can not withstand many years for constant operational system’s updates make it impossible to visualize these pics. Most hard discs remain functional for about 5 years and data recorded on a CD does not last much longer than a decade, not to mention the vanished pictures once uploaded to Orkut.

Arnolfini Portrait of 1434, made by the Dutch painter Jan Van Eick is considered by art specialists one of the most complex and detailed paintings in history, it is part of the National Gallery collection in London. Appreciating portraits hand made in oil paint by masters from the 16th and 17th centuries richly describing models’ body details, their clothes and the environment around them maybe a silent alert to our contemporary lack of attention to quality prints.

Three hundred years from now the images from the first decades of the so-called digital revolution left as a legacy may be far less accessible and enduring than the one from the renaissance. In a chaotic scenario of devastating cataclysms involving typhoons, earthquakes and tsunamis, cave paintings may prove to be the records with the greatest chance of remaining as evidences about the human craze for symbolizing life.

By Luciano Medina Martins

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Arnolfini couple by Jan Van Eick.

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Arte gera lucro e emprego

Esta semana o TCU aprovou determinação que proíbe a Lei Rouanet para projetos com fins lucrativos ou autossustentáveis. A proibição ainda não tem previsão de quando entra em vigor, mas a perspectiva de complicações com o TCU já dificulta a vida dos produtores culturais.

Demonizar o lucro remonta ao catolicismo da idade média. Cobrir custos de produção de um evento e proporcionar remuneração digna ao artistas e produtores seria lucrar? O próprio MinC explica que todos os projetos incentivados pela Lei Rouanet tem potencial lucrativo.

Incentivar as produções artísticas está ligado a ideia de fomentar o desenvolvimento econômico, ou seja, gerar condições para que estas iniciativas se tornem lucrativas.

O Rock in Rio, exemplo de “amoralidade” usado por Ministro do TCU, atrai centenas de milhares de turistas e ativa várias cadeias econômicas: hotelaria, aviação, gastronomia, produtos manufaturados localmente, entre outros.

É fundamental para o desenvolvimento da arte que ela seja reconhecida como atividade profissional geradora de valor , e não como algum tipo de diletantismo ou abnegação dispensável. Os benefícios da economia da cultura e da economia criativa também se baseiam no fato de que estas atividades geram riqueza, ou seja, são lucrativas.

Quando uma empreiteira é paga com dinheiro público para fazer uma ponte, ou estrada, é natural imaginar que os engenheiros serão bem remunerados e que os investidores obterão lucro. É muito comum ainda que o viaduto de concreto seja visto como um investimento que fomenta a economia e gera empregos, mas um festival de música não.

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Carnavais, Festivais de música, Teatro e Dança são tão importantes para o desenvolvimento econômico quanto estradas e viadutos. Na foto a banda Xutos  no Rock In Rio Lisboa.

Parece que estamos diante de mais um caso de preconceito contra a atividade artística, que para alguns deve ser contida, mantida no âmbito da academia. Não poucas vezes os artistas escutam barbaridades do tipo “arista trabalha por prazer” ou “ok, você é artista, mas no que você trabalha?”. Políticas que oprimem artistas e privilegiam alguns poucos famosos que se dispõe a fazerem propaganda partidária constituem-se em típica estratégia de governos autoritários.

As perguntas que não querem calar: O que é moralmente questionável Sr.Ministro Sherman? Os super salários de tecnocratas remunerados com dinheiro do contribuinte? O quanto  ganha um ministro do TCU? Se o diretor de teatro perceber a mesma renda anual de um ministro do TCU isto será considerado lucro?

Os brasileiros são constantemente abusados pela neo oligarquia ao melhor estilo dos marajás. Esta elite de altos cargos públicos que odeia o lucro e finge zelar pela moral não vacila na hora de articular aumento de impostos e de seus próprios salários, para garantir seus privilégios. Ao resto do povo tentam impor a miséria e todo tipo de restrições e confiscos abusivos.

Por Luciano Medina Martins

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Mídia social é antissocial?

Já se sentiu sozinho ouvindo rádio, olhando TV ou enquanto  confere as mais recentes postagens na seu aplicativo de mídia social preferido? Quando você fica a cada 30 segundos verificando quantos curtiram sua selfie postada 10 minutos atrás possivelmente está se sentindo sozinho ou pior, querendo se isolar.

A solidão é o fenômeno mais comum das sociedades modernas que aglutinam milhões de pessoas em cidades grandes. Nos pequenos e pacatos vilarejos do interior o nível de isolamento é bem menor. Para o azar dos atuais urbanos o bom dia com um sorriso e a visita de fim de tarde para experimentar um bolo caseiro foi trocado por uma conversa rápida com amigos virtuais por meio de teclas, sem expressão facial ou variações no timbre de voz.

A promessa das telecomunicações é aproximar as pessoas. O total excesso destas comunicações virtuais nos leva a conversar com o vizinho pelo aplicativo no celular, sem o visitar. Nos justificamos na possibilidade de nos comunicarmos com muitos ao mesmo tempo pelo aplicativo, mas perdemos o lirismo de vislumbrar o brilho nos olhos do outro quando sorrimos.

O isolamento em um turbilhão de informações já acontecia com o rádio, ao sabermos que dezenas de milhares se ligavam a um mesmo programa nos sentíamos menos isolados ao recebermos as notícias dos locutores. Os livros impressos e os jornais amplamente distribuídos foram precursores em estabelecer diálogos compartilhados pautando os debates nos botecos em muitas esquinas. Mas, naquele tempo, o debate tinha pelo menos duas versões da história.

Paraísos digitais

Um mundo sem controvérsias, onde todos ou quase todos, pensam como você e gostam das coisas que você adora. As mídias sociais lhe oferecem esta sensação e mostram para cada um sempre mais daquilo que é curtido por esta pessoa. Este mundo sem divergências pode ajudar a condicionar uma geração que não sabe dialogar com quem pensa diferente, partindo para ofensas e discursos de ódio quando confrontados com outro jeito de pensar. Neste ambiente de pouco diálogo a intolerância, os etnicismos, o bullying mais facilmente prosperam como atitudes normais.

Abrace quem você admira, dê as mãos e caminhe ao sol com seu irmão ou irmã, visite um amigo ou uma amiga e desfrutem da simplicidade de um chá com bolo, prepare uma bacia enorme de pipoca e convide uma pessoa querida para compartilhar sentados na praça. A vida virtual só é interessante se você curte muito sua vida sem o smartphone.

Por Luciano Medina Martins

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No fim vamos querer salmão

A revista Bloomberg esta semana publicou que um salmão custa mais que um barril de petróleo na Noruega, o maior produtor petrolífero da Europa. Na análise da revista a escassez do peixe e a queda no valor da economia norueguesa, deprimida pelo baixa cotação do barril, determinam este cenário.

No outro lado do planeta o governo Chinês anunciou que bateu dois recordes mundiais na produção de energia limpa em 2015: 30,5 Gigawatts de energia eólica e 16,5 Gigawatts de energia solar. Os mercados de energia estão mudando.

Baixa do petróleo e crescente investimento em energia limpa geram um contexto novo não só para energia, mas para todos os segmentos de mercado. Transporte mais inteligente, agricultura urbana, energia limpa, mudanças culturais nos hábitos de consumo, vastas plantações automatizadas e tecnologias de informação vão mudar muito mais ainda a forma como vivemos, trabalhamos, nos divertimos e aclamamamos lideranças políticas.

Metade da riqueza do planeta está na mão de 62 pessoas, conforme a The Economist. Nunca na história da humanidade houve tantos fotógrafos registrando quase tudo que acontece e colocando estas fotos numa nuvem digital. Os governos e grandes conglomerados sabem muito sobre o que as pessoas fazem, como se comportam e o que pensam. As condições de manipular a opinião pública
são quase ilimitadas.

A descrença generalizada na classe política e na representatividade tradicional associada às tecnologias de segurança nos levam para o fim do que chamávamos de democracia aos moldes do século passado. O individualismo, o conforto dos eletrônicos e do cyber espaço, a alimentação padronizada do tipo ração humana mais o fim da rebeldia em um sociedade que aceita qualquer tipo de comportamento, inclusive sexual, simplesmente transformou nossas velhas bandeiras e aparatos políticos em história. A poluição dos mares também irá transformar o salmão em história, até 2050 vai haver mais plásticos do que peixes no mar. Aproveite para degustar um salmão, em mais um década será o item mais luxuoso dos nossos desejos plastificados.

Por Luciano Medina Martins

Na foto tartar de salmão

RECEITA
Fácil Rendimento: 2 porçõesTempo de Preparo: Médio (de 30 a 45 minutos)Tipo: Entrada

Ingredientes

· 200 g de salmão limpo
· Suco e raspas de 1 limão
· 1 colher (sopa) de ciboulette picada
· 1 colher (sopa) de endro (dill) picado
· 1 colher (sopa) de mostarda Dijon
· Sal e pimenta-do-reino a gosto

Modo de preparo

Corte o salmão em tiras finas e, depois, em cubinhos pequenos. Transfira para uma vasilha e junte os ingredientes restantes. Misture bem. Reserve na geladeira até a hora de servir. Sirva em prato, bowls ou até em pequenos copos.

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Vou no popular: a casa caiu

Quando os economistas e jornalistas de economia alertam para o fato de que o Governo Federal ruma em direção à completa insolvência econômica, em que a dívida pública se iguala ao PIB e que os fundos de pensão estão comprometidos por serem os maiores detentores dos títulos desta dívida, as pessoas retrucam dizendo, isto é “economês”, ninguém entende o que está sendo dito. Então vou fazer uma tentativa de traduzir o que significa isso.
Faz de conta que sua casa é o Governo Federal e você é o Presidente desse governo. Imagine que as dívidas em sua casa com descontos diretos no seu contracheque e cartões de crédito comprometem todo o seu salário (Dívida Federal), que você não tem dinheiro para comer. Aquela sua poupancinha (Fundos de Pensão) para velhice você gastou para tentar pagar os juros das suas dívidas, mas não adiantou muito, o Serasa (FMI) cortou seu crédito e o padeiro da esquina (investidores internacionai) não lhe faz mais fiado, por que você deve muito e só andava comprando cachaça (propina a empreiteiros). Para tentar sobreviver você, ano passado, vendeu sua casa (Petrobrás) e se mudou para um terreno invadido (loteamento dos ministérios). Sua sogra (o Real) e sua mãe (crédito ao consumidor) morreram na fila do SUS esperando tratamento. Sua família (PMDB e PT) foi embora por não aguentar mais suas loucuras (volta da inflação). Como você chegou a este ponto? Gastando tudo com traficantes (turma do Lula e Dirceu) de drogas (campanhas políticas milionárias).

Abaixo o texto da Folha de São Paulo publicado ontem (25/01) com o título:
Dívida pública federal sobe 21,7% e fecha o ano em R$ 2,8 trilhões

A dívida pública federal avançou 21,7% no ano passado, totalizando R$ 2,8 trilhões. Foram R$ 498 bilhões a mais em comparação ao estoque de 2014.

Esse é o resultado da política do Tesouro Nacional de venda de títulos no mercado para financiar os déficits no Orçamento e tentar melhorar o perfil da dívida, ao reduzir custos e esticar o prazo desses papéis.

Do total da dívida, R$367,7 bilhões foram referentes ao pagamento de juros, o maior valor já registrado. Em 2014, foram gastos R$ 243,3 bilhões com abatimento de juros.

As emissões de títulos da dívida superaram em R$ 42,8 bilhões os resgates no ano passado. Desse total, mais da metade – R$ 28,40 bilhões – foi em títulos com remuneração prefixada.

Com o aumento da taxa Selic em 2,5 pontos percentuais ao longo do ano passado e a disparada do dólar, o custo médio da dívida subiu ao maior patamar desde o fim de 2008, para 16,07%.

2016
Para este ano, o Tesouro trabalha com a perspectiva de uma dívida entre de R$ 3,1 trilhões e R$ 3,3 trilhões, de acordo com o PAF (Plano Anual de Financiamento).

A dívida federal vai demandar R$ 589,7 bilhões em financiamento no mercado. Segundo o secretário do Tesouro, Otavio Ladeira de Medeiros, há caixa para atender às necessidades do ano e não há necessidade de emissão adicional de títulos.

“Entramos no ano com caixa suficiente para pagamento de totalidade da dívida. Não há necessidade de emissão adicional.”

PERFIL
Dos detentores da dívida pública, os fundos de pensão tiveram o maior crescimento em participação, que subiu de 17,1% para 21,4%. São, agora, o segundo maior detentor da dívida pública, desbancando os fundos de investimento.

As instituições financeiras continuam como os maiores detentores de títulos públicos, mas sua participação caiu de 29,8% para 25%.

O prazo médio dos papéis emitidos pelo Tesouro chegou a seu melhor patamar, de 4,6 anos. Em 2014, esse prazo era de 4,4 anos.

MENSAGEM
Como é de costume, a divulgação do resultado da dívida pública e do PAF veio com mensagem do ministro da Fazenda. Na nota, Nelson Barbosa afirma que 2015 foi “singular” para a economia brasileira, pelas “circunstâncias desafiadoras”, com inflação acima do desejado e “debate político polarizado”.

“O debate político polarizado prejudicou as expectativas dos agentes econômicos, contribuindo para a redução do nível de atividade. Tal conjuntura levou à queda da arrecadação tributária e, por consequência, a um déficit primário para o setor público.”

Para os próximos anos, Barbosa defende a desvinculação de receitas da União, a reforma da Previdência, a reforma tributária e a “compatibilização dos programas e incentivos com a situação fiscal atual”.

“O futuro próximo ainda guarda grandes desafios. Por outro lado, o Brasil passa por um momento que permite promover as transformações necessárias. Para isso, é preciso que o governo construa um consenso político em torno das mudanças que precisam ser feitas, a fim de garantir o equilíbrio das contas do governo e a sustentabilidade da dívida pública e trazer de volta as condições para o crescimento sustentável”, diz.

Por Luciano Medina Martins

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Foto: Luciano Medina Martins

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O tempo não pára

O ultimo horário do vôo Los Angeles-Tóquio chega em seu destino no dia anterior a da partida. Isto já acontecia nos Estados Unidos do início do século XX nos trens que viajavam de leste para oeste. Janis Joplin em seus comentários entre canções dizia “quem já pegou o trem rumo ao oeste sabe, é sempre o mesmo dia”, então ame como se fosse o último dia. A rotina pode nos fazer parecer o personagem do filme o Dia da Marmota, em que o protagonista se vê preso a um encantamento que o faz viver sempre o mesmo dia.

No fim das contas a passagem do tempo é uma construção cultural das sociedades, que desde as mais antigas civilizações se fixa em estabelecer calendários e a determinar parâmetros para a passagem do tempo. A hora de sessenta minutos é um cálculo que remonta aos Sumérios de mais de 40 séculos atrás.

O tempo não pára cantava Cazuza, e se não pára está sempre estático esperando que nós façamos algo que mova a enorme engrenagem dos minutos. O tempo ficou mais discreto e pulsante com a intermitência de informações da era da Internet e das mídias sociais na palma da mão das pessoas. Ficamos mudos falando todos a mesma coisa diante da ressonância global dos mesmos fatos da vida de quase todos.

No ano novo acontece esta gigante reinicialização dos sistemas do mundo ocidental vacinados contra o bug do milênio. Param para fazer aquilo a que deveriam se dedicar mais: abraçar amigos, encontrar a família e abrir um espumante gelado. Pense nisso e viva 2016 como se fosse o ano em que tudo vai melhorar em sua vida.

Por Luciano Medina Martins

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Quadro de Eduardo Vieira da Cunha exposto na Pinacoteca Ruben Berta em Porto Alegre.

Texto publicado no jornal Gramado Enfoco em dezembro de 2015.

 

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Eleições via internet: mais participação.

O Parlamento Europeu está em meio a uma campanha para aumentar a participação dos eleitores nas urnas. Lá o voto não é obrigatório e a presença dos eleitores tem diminuído.

Uma das estratégias sendo discutidas é a possibilidade de que as eleições aconteçam via internet. Especialmente entre eleitores mais jovens poderia haver o aumento na participação. Entre um vídeo de YouTube e uma olhada no Facebook, os eleitores poderiam manifestar seu voto sem precisar se desconectar. O comitê para avaliação de opções em tecnologia e ciência do Parlamento Europeu está ouvindo especialistas e parlamentares sobre os prós e contras da eleição via internet (E-voting).

Bernd Beckert, do Instituto de Pesquisa e Inovação Fraunhofer, apresentou aos parlamentares o que considera serem pontos positivos e negativos da eleição via internet “já temos o e-commerce, a e-education, a e-administration, por que não termos eleições ou parlamentos na internet?”.

Na opinião de Beckert disponibilizar eleições via internet pode motivar os jovens a participarem mais das eleições, ao invés de ignorá-las. Para ele a votação via internet é o último passo para o processo de modernização baseado em TI para a administração pública. Entretanto, ele admite que existem riscos quanto a segurança, diferentemente do comércio via internet, as eleições são uma parte essencial da democracia, e se existem riscos de falhas ou fraudes, eles devem ser evitados.

Assista o vídeo da campanha do parlamento Europeu para instigar eleitores a irem as urnas, o slogan é “Sempre há tempo para votar.”

Source: www.europarl.europa.eu

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Três deputados pedem afastamento por causa de investigação sobre corrupção

O Parlamento Europeu abriu inquérito após a publicaçao de meticuloso dossier pelo jornal The Sunday Times.

Joseph Daul “Aqueles que não respeitam a moral ou a ética do parlamento não tem direito de estar nele.” Presidente do PPE. Photo: portal.radioiasi.ro

Três membros do parlamento europeu envolvidos com denuncias de um escândalo dinheiro em troca de influência nas comissões e votações pediram demissão, esta semana.

Os jornalistas do the Sunday Times se fizeram passar por lobistas e conseguiram que 3 deputados aceitassem dinheiro em troca de sua influência nas comissões do parlamento europeu. Os três, por pressão de seus colegas de partido, se demitiram a fim de evitar uma crise ainda maior no parlamento.

Ernst Strasse, austríaco e do maior grupo político, o PPE, foi o primeiro a se demitir e nega as acusações. O presidnete do PPE Joseph Daul declarou que o partido nem teve que intervir para que os parlamentares se demitissem logo. De acordo com Daul “aqueles que não respeitam a moral ou a ética do parlamento não tem direito de estar lá.”

O deputado sloveno Zoran Thaler, demitiu-se na segunda, e também alega ser inocente. “O que eles fizeram foi uma desgraça, desonra a instituição, e portanto, devem sair.” considera  Matin Schulz que preside a aliança progressista de sociais democratas, grupo de Zoran.

Adrian Severin, romeno e presidente do grupo socialista foi o último a se afastar e considera que pode reverter a sua situação, pois o inquérito está em sua fase inicial.

www.europarltv.europa.eu

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